segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Você deixa?

     Eu deixo você me deixar se deixares tuas deixas e estas deixas deixadas não deixarem esse seu modo de me deixar.
      Você deixa?

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Identidade

     Não sou ouro, não sou bronze
     Não sou cobre diamante
     Para o pobre, não sou nobre
     Nem a mais interessante

     Durante o dia compreendo
     Chega a noite, não te entendo
     Madrugada cantareira
     Não sou feita de madeira

     Sou tristeza, alegria
     Não sou nem bijuteria
     Agitada, um pouco quieta
     Sou silêncio, cantoria

     Sou diferente, sou igual
     Sim ou não, especial
     Sou teimosa, sou comparsa

     Sou, quem sabe, uma farsa

O pequeno grande rei

Era o rei de ninguém
Errado e amargurado
Tratava com desdém
Quem não era antecipado

Pois o falso rei não gostou
De seu sangue não ser real
Já que ele se antecipou
Foi procurar o cardeal

Deus lhe escolheu, ele confirmou
Mas com medo em sua fala
Sabendo disso, o rei não gostou
E foi procurar o que não temia a nada

O cavaleiro, que mesmo incerto
confirmou a vossa alteza
Mas cá entre nós, não era esperto
O rei foi em busca de uma certeza

Pois eu, pobre mendiga resolvi ajudar
Fui então, em busca do rei
Mas ele resolveu ignorar
O melhor conselho que já dei

Mas o que ele não sabia
É que era preciso humildade
Pois só é rei quem um dia

Tratou os outros com bondade

sábado, 11 de outubro de 2014

Fuga do clichê

     Escrevi um poema
     Só tente entender
     Entrei no meu dilema
     Pela fuga do clichê

     Não há mundo adiantado
     Mas sua lábia é perversa
     Com o ego um pouco inflado
     E a culpa meio inversa

     Entre sua gargalhada
     Com sua verdade-opinião
     Sua frase recitada
     É palavra, é razão

     Não finja que entende
     Tudo o que não saber
     Mas a gente compreende
     Pela fuga do clichê

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

domingo, 10 de agosto de 2014

Preconceito

     Sofro preconceito por ser negro
     Sofro preconceito pela cor de meu cabelo
     Sofro pelo o que eu escrevo
     Sofro preconceito por estar acima do peso

     Sofro por nenhum habilidade
     Sofro pela minha liberdade
     Sofro por deficiência
     Sofro preconceito desde nascença

     Sofro por tentar ser diferente
     Sofro de tanta gente
     Sofro por onde estudo
     Sofro preconceito de todo o mundo

     Sofro pela minha renda social
     Sofro por ser menos inteligente que você
     Sofro pela minha nação
     Agora vem e implora meu perdão

     Sofro por onde eu venho
     Sofro pelo o que eu não entendo
     Sofro por sua ignorância
     Sofro preconceito em abundância

     Sofro pela minha escolha
     Sofro e não é coisa pouca
     Sofro por tudo o que é meu
     Sofro preconceito por ser eu

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Noites de Quinta (categoria)

     Tarefas incompletas
     Mortes despertas
     Discussões, desavenças
     Palavras, ofensas
     Distrações ignorantes
     Respostas marcantes
     Encontros desmarcados
     Pingentes quebrados
     Frieza presente
     Choro incoerente
     E ainda me pergunto em noites de quinta

quinta-feira, 24 de julho de 2014

3 séculos literários

Com felicidade que digo que, depois de 17 anos, 8 meses e 4 dias de vida,
no dia 24 de Julho de 2014
Acabei hoje
o meu trecentésimo livro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

300 LIVROS!!!!!!!!!!!!!!

300 livros
300 soldados de Esparta
300 vezes que minha mãe me mandou parar de ler para ir dormir
300 estórias

E finalizei essa terceira centena literária com nada mais nada menos que Agatha Christie com seu livro, "Assassinato no Beco" (resenha: http://leioreleio.blogspot.com.br/2014/07/assassinato-no-beco-agatha-christie.html)



É uma data de comemoração e festa!!!!! 
Agradeço a academia. 
Eu terminando o livro:

AI percebo que era meu trecentésimo:





                                     


                                       









                                     

domingo, 20 de julho de 2014

Não espere o momento no final do dia
A saída no final de semana
As férias no fim do ano
Não espere para ser feliz

terça-feira, 24 de junho de 2014

domingo, 22 de junho de 2014

Eu disse para ela sofrer e ela sofreu.
Eu disse para ela chorar e ela chorou.
Eu disse para ela ir e ela foi.
Eu disse para ela voltar... Ela cansou.

terça-feira, 27 de maio de 2014

As irmãs

     Ela reclamou de mais uma lua
     Enquanto andávamos em busca de vida
     Estava acesa a luz pela rua
     O barulho vazio virando a avenida

     Vieram andando como quatro bêbados
     Sorrisos da elite para a minha classe
     Seus olhos refletiram os meus como espelhos
     Botei-me na frente sem que ela arriscasse

     Segurou minha mão como um cavalheiro
     Colocou meu cabelo atrás da orelha
     Eu disse que aceitava pelo desespero
     Eles sorriram então para a noite negra

     Quando amanheceu, nós fomos embora
     Ela não entendia, mas não perguntava
     Pensar como inteiro foi difícil na hora
     Fomos ricas por um dia mas no final não bastava

     Ela dormia com estrelas no rosto
     Seus traços tão jovens para tanta miséria
     Pensei à respeito com tanto desgosto
     Se valia à pena fazer isso por ela

     Então sai para as festas sem fim
     A alta elite nem reclamou
     Peças cristalinas, de ouro e marfim
     Voltei de manhã, ela não acordou

     Eu nunca deixaria que ela um dia
     A recompensa comigo já era o bastante
     Eu sei que sonhava à noite em justiça
     Mas sua sobrevivência era mais importante

     Mas chegou a noite não esperada
     E todo momento virou uma guerra
     Horas difíceis na febre mais alta
     Ela seguiu o sol, partindo da terra

     A alta elite sentiu minha ausência
     A qualidade era alta, chamando meu nome
     Mas depois que criei consciência
     Preferi partir para a sede e a fome

     Peguei a sobra de todo o meu ser
     Andando com ritmo seguindo o farol
     Sei que não tinha mais nada a perder
      Traçando as ruas, seguindo o sol

sábado, 24 de maio de 2014

Liberdade

     E no meio da prova de filosofia, ela resolve olhar para o papel, absorvendo o tema. Ela lança um sorriso para o velho professor barbudo, tira seu exemplar de "A Divina comédia" e começa a deliciar-se com a literatura dantiana.
      Poucas horas depois, o horário mínimo acaba e ela sai da sala sendo seguida por olhares curiosos.
      Dias depois, o resultado da prova chega, gerando a surpresa da turma ao ver que a única nota máxima veio da audaciosa menina que resolveu ler Dante a resolver o teste. 
     Mas afinal, o que seria melhor para fazer diante do tema de liberdade?

terça-feira, 20 de maio de 2014

São momentos atualmente
que você sente que ela mente
e a vida mete, mata, mede, muda, estuda, usa, abusa
e muda tão de repente que você nem sente.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Adiamento

Era terça
Mas ela deixou
Para sorrir
Na sexta

Bald tears in Heaven

     They told me I was dying. I have already knew that. My friends too. My grandparents, my aunt, my whole family. They all knew that already.
       I guess the only person that had a little of hope was my brother. He says everyday to me I am alive and he is crazy to take me home with him. And, even I believing that I was going to die a little later than now, I knew he was kind of… out of himself.
     Two years before I was born, he lost our sister to a car accident, and now he is losing me to Cancer.  For me, that’s ok. I want to be near to god as soon as possible. For him, I guess he is not so good.
     I stopped using a machine to be alive. It was not going to work and I was sick of staying at the hospital. I knew that I did not have so many time, that’s why I wanted to come back home, say goodbye to my friends and get away from the hospital. I was ready to take a deep breath and to go to the heaven. I have been waiting for this since forever, and now, with being sure that I made difference in some people’s life, I was ready to die.
     I had my last day at school with some friends today. I touched my head. No hair, as usual, the only think that was making me crazy for dying now, it is because I will be bald on sky. Great.
    After all the cries, the entire goodbye and everything, I came back home at night. I was not going to last more than week, the doctors told us, but I did not want to see them again. It Would hurt more.
     When I came back home, I found my brother in the garden on the dark. He saw me and he started to pretend he was not crying, but I saw it. I seated with him and we stayed on silence for a long time. He started to cry again.
     - Do you think I will be bald on the sky? – I asked him. He laughed.
     - With all of this happening and you are asking me about your appearance? – he asked.
     - Well, if I am going to find the creator, I want to make sure I am going to be beautiful, so he can see that he did a great job on me.
     He smiled and he hugged me.
     - You are the best masterpiece he has ever made. – he told me.
      I died 4 days after that. I came to the sky, I saw god, he hugged me and took me as my father. My black hair was back to my head and I found my little sister. She smiled and took me as an old friend, and she recognized me (so do I) even because she died before I was even in my mom’s belly.

      I still watch my brother every day. He got married and he had three kids. All boys. He loves them, but he always wanted a girl. He thinks about me at least once in a month and he stills light up a candle form me every year on the day I died.

My mother and holidays don't match

     What do I want for Christmas? Really? After seventeen years of my existence, you ask me now? Well, what can I say? Let’s think about something. Last year, you gave me a car, then you disappear  for 3 months. The year before, you gave me an IPhone, than you forgot my birthday because you were traveling with your boyfriend that is 5 years older than me.
     Do you know what I want? I do not want money. I want to spend a day with you, mom. I want just you and I to hang out together, like mother and daughter. I want us to have a real talk about MY problems this time. I am done with yours. I want us to travel one day, just you and I. Not me, you and a 22 years old guy that you met on thanksgiving break while you were doing I don’t know what while I was waiting for you, because you promised that you would be there.
     I want you to hug me sometimes. A hug at least with 10 seconds, not 2. I want you to be home at least one day to see my reports and say “great job” or anything like this. But, I think you have never seen one report of mine.
     Do you know anything about me? My favorite color… food… Did you know that I play basketball? Did you know that I am allergic to peanuts? Did you know?
     Do you want to know what I want for Christmas? I want your love, mom. Is this hard to understand? I do not care about cars, money or anything else. I want you, mom.
      But do you know what? Today is December 27. It is not Christmas anymore. You were with your new boyfriend and I was here waiting for you, because you promised again that you would come. Christmas is over, mom. And I am done. I will live with dad by now.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

10 desejos

     "Conte até dez. Faça desejos"
      1, uma cama quentinha.
      2, uma boa refeição.
      3, saúde.
      4, uma escola de qualidade.
      5, meu pai de volta.
      6, uma casa.
      7, um bom banho.
      8, um cachorrinho.
      9, segurança de verdade.
     10, que isso aconteça.
     Soprei a vela simbólica que minha mãe "segurava" enquanto estávamos deitadas embaixo da ponte.
     "Feliz aniversário, querida. Que seus desejos se realizem."

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A entrada da favela

     No momento que o dinheiro chegou em suas mãos, ele correu em direção à sua casa, na favela, exaltado. A imagem de sua família com roupas novas, refeições quentes e, quem sabe, com educação não pública, coloca um sorriso largo em seu rosto, quente.
      Com esse dinheiro, ele talvez colocaria a sim mesmo em uma classe social alta o bastante para um emprego fixo. Talvez tivesse o suficiente para ensinar sua filha a ler ou, quem sabe, colocar seu filho em uma escola boa onde os professores especializados poderão aperfeiçoar sua habilidade matemática. Ele poderia, pela primeira vez, comemorar o aniversário de sua esposa de forma luxuosa, pelo menos em relação à vida que ele tinham.
    Eles, com a quantia ganhada na melhor aposta feita, poderiam sair da favela que moravam desde dias incontáveis. Poderia, finalmente, parar de provar "lealdade" à gangue. Sem mais furtos, sem mais assaltos. Eles morariam longe desse lugar.
     A entrada "formal" da favela ficava no pé da montanha. Percorrendo seu caminho, parou por um momento e observou pela última vez aquela entrada. Ele sabia que não ia vê-la nunca mais.
      Ele foi andando pela rua em direção à sua casa, o dinheiro no bolso esquerdo. Subindo a elevação que chega em sua "casa", se é que aquilo pode ser chamado assim, um barulho alto o distraiu por um milésimo de segundo. Ele caiu bem em cima da elevação.
     Antes de morrer, ele viu um homem pegando o dinheiro. Ele viveu o suficiente para ouvir os gritos finos e desesperados de sua filha.
      Ele estava certo. Nunca mais precisou ver a entrada da favela.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Um aviso, para variar

     Por pura precaução
     E sutileza, nada
     Mas peço o meu perdão
     Por divulgar a minha página

    Enfim, criei uma página no facebook. o nome é operação inválida.
    https://www.facebook.com/InformacaoInvalida

     Curta se quiser. Aceito sugestões de nome, foto, etc.




quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Tchau genteee

    Bom, hoje foi eu último dia na escola, e com isso muuuuitos adeus (inclusive lágrimas de uma certa professora de álgebra =D). Não vou entrar em detalhes, pois acho que as fotos dizem muito, sem falar que esse momento não ode realmente ser descrito. Eu ganhe quatro cartões, vários endereços e uma camiseta =D Hum... algumas fotos:

Para quem não acreditou que eu ia com a camisa assinada da escola

Drama club <3
 
Melhor sala <3 TEATROOOO

A melhor professora do mundo 
Mrs Karnes foi até o outro lado da escola para me encontrar porque ela queria ter certeza de me abraçar e me dar adeus. (sem falar em um lindo cartão, seu endereço e selos do Harry Potter)

Mas foi na aula de educação física que eu me emocionei. Todo ano, no final do semestre, as aluna da Mrs Solly colocam o dedo na parede. Mas então ela disse que eu devia fazer algo mais.
Então eu sei que deixei minha marca.




Hum... Adeus .

     O que é dizer adeus?
     Significa um abraço, um sorriso de apoio, talvez algumas lágrimas e ir embora? É isso que as pessoas que se conhecem há dias, meses, anos, fazem?
      Hoje foi meu último dia na escola e eu sei que não vou ver metade das pessoas que eu disse adeus de novo e a outra metade ainda é uma dúvida. "Deixar saudades e levar lembranças". É isso que me espera nessa saída? Eu passei quase 100 dias indo para a escola, o que é o suficiente para criar, mesmo que involuntariamente, uma ligação. Eu queri poder dizer um até logo para todos honestamente, mas a questão é que eu não sei se isso é verdade. Eu simplesmente não sei. E eu não posso me firmar na duvida e a transformar em uma verdade.
     Mas, além de cartas sem emoção, abraços e lágrimas, o que mais podemos fazer? Tirar fotos não é o suficiente.
     Como é possível dizer adeus de forma que a pessoa perceba o quanto essa palavra aparentemente sem emoção carrega um conjunto de explosões e aquela alfinetada clichê no coração? Que o meu sorriso possa carregar felicidade e tristeza ao mesmo tempo? Eu não posso fazer ninguém ler minha mente e eu não consigo transformar a sensação em palavras verbais. O que posso fazer além de dizer um frio e seco adeus carregado de emoções?
     Posso fazer isso. Mesmo que ninguém da minha escola vá ver isso, ou no mínimo entender, não tem sentido para eles. Mas tem para mim. E muito