Esse jogo que joguei
mesmo sem nem saber
As expectativas que deixei
não tinha nem chances de vencer
sábado, 7 de novembro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Quão estranho ele é?
Quer dizer, ele sempre me pareceu igual.
Há exatos cinco anos, dois meses e quinze dias que eu o conheço e nunca parei
para refletir por um minuto como a cor mel de seus olhos é tão estranha que o
simples ato de me olhar me deixa nervosa, como seu sorriso caloroso antes tão
igual agora me é tão fora do normal a ponto de me deixa com a sensação de
borboletas na barriga e como tudo nele, sem exceção, me parece tão diferente e
tão convidativo, que é quase doentio e surpreendente. Como pude deixar passar
todos esses detalhes que antes me pareciam tão escondidos e que agora gritam de
uma forma tão objetiva e ao mesmo tempo tão suave no meu ouvido?
Eu estou estranhamente anormal. Nem meu
cabelo, nem minha voz; Nada em mim mudou e nada me parece incomum ao primeiro
olhar. Ajo do mesmo modo que sempre agi, falo do mesmo modo que sempre falei, mas,
quando sei que ele está me olhando, quando sei que há uma mínima chance dele
prestar atenção em mim, sinto que não estou mais sendo guiada pela razão, e sim
pelo meu emocional, que resolve agir de uma forma tão excêntrica, tão inusitada
e tão estranha.
As batidas do meu peito resolvem ecoar com
meus movimentos e me pego dando checadas em minha aparência duas, três, quatro
vezes mais que antes quando estou com ele. Minha bochecha esquenta quando
escuto sua voz e seu toque me traz sensações que nunca tinha experimentado com
ele antes. Minha boca resseca e minhas mãos tremem e suam quando fico ao seu
lado. Olhar para ele diretamente vira quase um desafio, que quando
concretizado, faz-me piscar anormalmente. Tudo me parece tão estranho, mas ao
mesmo tempo tão certo.
- Ei. – acordo do meu devaneio e olho para
ele, que sorri da mesma forma de sempre para mim. Ele não mudou nada desde o
dia que nos conhecemos. Ele está igual. Eu que mudei a forma que sempre olhei
para ele. – Está tudo bem?
- Tudo sim. – respondo sorrindo para o
chão. – Tudo normal.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Pai, me deixa no céu?
Alguém pode me explicar porque eu estou sendo agora tratada como a filha problemática? Eu, a filha que não bebe nem fuma, sempre avisa onde está, sempre avisa o que houve, por mais terrível que seja (pelo menos na visão dos pais, que pelo que parecem acham que um amigo ficar bêbado é algo terrível), que não falta aula na faculdade, que passou em todas as cadeiras e que conquistou a confiança deles por todos esses 18 anos. Há um mês que meu pai reclama de qualquer decisão que faço, ou me responde de forma ríspida ou simplesmente não me responde de forma alguma, além de me tratar com se eu tivesse feito algo errado e por mais que eu pergunte a mim mesma ou até a minha mãe o que eu fiz, ao que parece eu não fiz nada. Admito, um dia, semanas atrás, não pude dormir na casa de um amigo (homossexual) e fiquei chateada por essa resposta. Protestei com simplesmente não puxar conversa por meio sábado e ganhei um mês de ignorâncias.
Hoje, após encontrar uma amiga que não vejo há tempos, achei que não haveria problema algum em chamá-la para minha casa, algo que sempre fiz, que meu irmão sempre fez e que nunca recebi nenhuma, repito, NENHUMA resposta negativa por parte de meus pais. Então, depois de comunicár esse planejamento, algo que nem sempre faço, ao que nunca recebi nenhuma resposta negativa também, recebo uma ligação de meu pai, que por acaso tinha esperanças que tivesse começando a "me perdoar" recebendo as mesmas grosserias de antes. Sua justificativa era que parentes iam chegar no outro dia, mas eu conheço meu pai. Conheço-o com todas as forças e sei que a sua reclamação era sobre eu somente ter "avisado" o acontecimento. Não adianta a negação, eu conheço meu pai. Desmarquei meu compromisso.
A bela recepção é ainda somada quando peço então para me buscarem. Sou ignorada por meu pai , pelo que parece. Ao chegar em casa, minha mãe tenta melhorar a situação, mas a coisa que mais quero no momento é ser ignorada, e sem me sentir tão culpada com isso quanto sei que meu pai não se sente.
Tenho 18 anos, e acho que a maior loucura que fiz foi "invadir" uma festa que não podia maior de idade, mas tenho sido tratada, não direto, claro, mas de vez ou outra como um "fardo", por falta de palavra melhor. Um fardo para ser buscada na faculdade, um fardo que pede carona demais, um fardo que quer dormir na casa de alguém, um fardo que quer trazer pessoas para casa, E um fardo ignorado, o que para mim talvez seja uma das piores definições.
A confiança que conquistei por todos esses anos não está sendo o bastante para eu fazer coisas que vejo todas as minhas outras amigas e pessoas não amigas fazendo. CLARO que não estou dizendo que sou uma pessoa presa, claro que não. Sempre tive grande liberdade para fazer muitas coisas e para trazer amigas direto para minha casa, mas... Sinto como se essa liberdade fosse diminuindo a medida que etou amadurecendo. Ou até melhor... A medida que meus pais, que meu pai, forem percebendo que eu estou amadurecendo. Que não estou indo para voltar antes das dez, que não estou indo para a casa de uma amiga menina cujo a família conhece a minha, até às vezes por culpa deles, e que não estou indo pensando no que meus pais faziam no tempo deles. Eu estou indo para ser livre, livre na medida da educação que eles me deram e da confiança que me foi dada. E eles parecem não acreditar nisso. Eu sei que não sou a filha problemática, mas nesses últimos dias é assim que tenho me sentido.
Eu não estou indo para ser ignorada pelo meu pai, eu estou indo para me esquecer disso. E é claro que não preciso de bebida para isso, eu só preciso do meu tempo.
Não estou dizendo que meus pais são horríveis, que a vida é injusta e que eu sou infeliz. Isso não é um desabafo sobre como eu odeio a minha vida, pelo contrário. Há momentos que não posso me sentir mais feliz. Mas nos últimos dias, tenho percebido, bem como minha mãe, que tem algo me incomodando. Isso é uma carta de como estou me sentindo agora: ignorada. Sei que já repeti milhares de vezes essa palavra, mas ser ignorada é indiferença, e indiferença não é amor. Eu não sou orgulhosa, mas eu não quero ser a que engole dessa vez, porque já engoli milhares de vezes e não acho isso correto, como pessoa e como filha.
Pai, mãe, se algum dia lerem isso, desculpa, mas entendam o meu lado. Eu sou um passarinho. A metáfora é clichê, mas funciona. Não estou pedindo para sair do ninho, não estou pedindo para me deixarem voar para longe, principalmente por que já voei diversas vezes pela cidade com seu consentimento e não estou pedindo para me deixarem fazer um voo inseguro. Só estou pedindo para me deixarem voar mais alto. Já estou grande e minhas penas estão firmes, eu não vou desabar em cima de vocês. Mas como vou provar isso se vocês não me dão oportunidades? E, admito, pretendo cair, mas não de tão alto, vocês sabem disso.
Faço jornalismo, sou uma estudante de comunicação. Na minha concepção, a maioria disso é uma falta de comunicação, já que há muito que quero dizer, mas não tenho sido permitida ou não estou me sentindo à vontade. Não estou falando de grosserias e ignorâncias. Esse texto diz como me sinto agora, não estou planejando ofender ninguém, criar polêmica, fazer drama, muito menos piorar minha situação. Estou querendo comunicar como me sinto, e não posso ser punida por isso. Se eu não puder me comunicar com vocês, se eu não puder dizer como me sinto, como podemos nos relacionar?
E calma, não quero voar para tão longe. Eu ainda não sei fazer isso e não pretendo tão cedo. Mas são nas brisas lá do alto que eu alcanço o sol!
Hoje, após encontrar uma amiga que não vejo há tempos, achei que não haveria problema algum em chamá-la para minha casa, algo que sempre fiz, que meu irmão sempre fez e que nunca recebi nenhuma, repito, NENHUMA resposta negativa por parte de meus pais. Então, depois de comunicár esse planejamento, algo que nem sempre faço, ao que nunca recebi nenhuma resposta negativa também, recebo uma ligação de meu pai, que por acaso tinha esperanças que tivesse começando a "me perdoar" recebendo as mesmas grosserias de antes. Sua justificativa era que parentes iam chegar no outro dia, mas eu conheço meu pai. Conheço-o com todas as forças e sei que a sua reclamação era sobre eu somente ter "avisado" o acontecimento. Não adianta a negação, eu conheço meu pai. Desmarquei meu compromisso.
A bela recepção é ainda somada quando peço então para me buscarem. Sou ignorada por meu pai , pelo que parece. Ao chegar em casa, minha mãe tenta melhorar a situação, mas a coisa que mais quero no momento é ser ignorada, e sem me sentir tão culpada com isso quanto sei que meu pai não se sente.
Tenho 18 anos, e acho que a maior loucura que fiz foi "invadir" uma festa que não podia maior de idade, mas tenho sido tratada, não direto, claro, mas de vez ou outra como um "fardo", por falta de palavra melhor. Um fardo para ser buscada na faculdade, um fardo que pede carona demais, um fardo que quer dormir na casa de alguém, um fardo que quer trazer pessoas para casa, E um fardo ignorado, o que para mim talvez seja uma das piores definições.
A confiança que conquistei por todos esses anos não está sendo o bastante para eu fazer coisas que vejo todas as minhas outras amigas e pessoas não amigas fazendo. CLARO que não estou dizendo que sou uma pessoa presa, claro que não. Sempre tive grande liberdade para fazer muitas coisas e para trazer amigas direto para minha casa, mas... Sinto como se essa liberdade fosse diminuindo a medida que etou amadurecendo. Ou até melhor... A medida que meus pais, que meu pai, forem percebendo que eu estou amadurecendo. Que não estou indo para voltar antes das dez, que não estou indo para a casa de uma amiga menina cujo a família conhece a minha, até às vezes por culpa deles, e que não estou indo pensando no que meus pais faziam no tempo deles. Eu estou indo para ser livre, livre na medida da educação que eles me deram e da confiança que me foi dada. E eles parecem não acreditar nisso. Eu sei que não sou a filha problemática, mas nesses últimos dias é assim que tenho me sentido.
Eu não estou indo para ser ignorada pelo meu pai, eu estou indo para me esquecer disso. E é claro que não preciso de bebida para isso, eu só preciso do meu tempo.
Não estou dizendo que meus pais são horríveis, que a vida é injusta e que eu sou infeliz. Isso não é um desabafo sobre como eu odeio a minha vida, pelo contrário. Há momentos que não posso me sentir mais feliz. Mas nos últimos dias, tenho percebido, bem como minha mãe, que tem algo me incomodando. Isso é uma carta de como estou me sentindo agora: ignorada. Sei que já repeti milhares de vezes essa palavra, mas ser ignorada é indiferença, e indiferença não é amor. Eu não sou orgulhosa, mas eu não quero ser a que engole dessa vez, porque já engoli milhares de vezes e não acho isso correto, como pessoa e como filha.
Pai, mãe, se algum dia lerem isso, desculpa, mas entendam o meu lado. Eu sou um passarinho. A metáfora é clichê, mas funciona. Não estou pedindo para sair do ninho, não estou pedindo para me deixarem voar para longe, principalmente por que já voei diversas vezes pela cidade com seu consentimento e não estou pedindo para me deixarem fazer um voo inseguro. Só estou pedindo para me deixarem voar mais alto. Já estou grande e minhas penas estão firmes, eu não vou desabar em cima de vocês. Mas como vou provar isso se vocês não me dão oportunidades? E, admito, pretendo cair, mas não de tão alto, vocês sabem disso.
Faço jornalismo, sou uma estudante de comunicação. Na minha concepção, a maioria disso é uma falta de comunicação, já que há muito que quero dizer, mas não tenho sido permitida ou não estou me sentindo à vontade. Não estou falando de grosserias e ignorâncias. Esse texto diz como me sinto agora, não estou planejando ofender ninguém, criar polêmica, fazer drama, muito menos piorar minha situação. Estou querendo comunicar como me sinto, e não posso ser punida por isso. Se eu não puder me comunicar com vocês, se eu não puder dizer como me sinto, como podemos nos relacionar?
E calma, não quero voar para tão longe. Eu ainda não sei fazer isso e não pretendo tão cedo. Mas são nas brisas lá do alto que eu alcanço o sol!
sexta-feira, 15 de maio de 2015
quinta-feira, 30 de abril de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
Margaridas
Para aquele que tem sorte
Mas com sentimentos rasos
Com orgulho, com seu porte
Para aquele, eu dou cravos
Para aquela que sempre sonha
É romântica, é formosa
que é tímida, tem vergonha
Para aquela, dou uma rosa
Para aquele que é mau
Uma fruta estragada
Sim ou não, especial
Para aquele, rogo praga
Para mim, peculiar
Nas tristezas, alegrias
Que passa a vida a regar
Para mim, dou margaridas
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
A Joaninha e Estrela
Foi engraçado, eu nem esperava
Minha mente estava noutra direção
Mas numa noite, a lua passava
Foi meio espontâneo, meio pagão
Não era uma crença, mas era mistério
Mas nas palavras, eu via pecado
Porém nunca era levada a sério
Me perguntava se havia significado
A Terra girava, a lua também
Roí minhas unhas de curiosidade
E mesmo sabendo, não tinha desdém
Minha mente também não ligava o alarde
Eu interpreto a vida de um jeito
E na minha visão, não mudo as letras
Mas eu entendo, ninguém é perfeito
E pelo meus olhos, eu vejo estrelas
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